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O vice-presidente Geraldo Alckmin insiste na manutenção da chamada “taxa das blusinhas”, o imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, argumentando que protege a indústria nacional, o emprego e a “lealdade concorrencial”, já que produtos brasileiros arcam com cargas tributárias bem superiores.
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A posição contraria frontalmente o presidente Lula, que há poucos dias classificou a medida como “desnecessária”, reconheceu o desgaste político causado e admitiu que ela onera justamente as camadas de baixo poder aquisitivo, que buscam peças baratas em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.
Essa contradição escancarada revela não só a falta de coerência interna do Planalto, mas também o oportunismo eleitoral: o mesmo governo que sancionou o tributo sob pressão do varejo agora flerta com sua revogação para mitigar a impopularidade, já que é rejeitada por 62% dos brasileiros em pesquisas recentes, enquanto ignora que a arrecadação gerada ajudou o caixa federal sem, contudo, gerar os empregos prometidos ou resolver o problema estrutural da alta carga tributária sobre a produção local.
No fim, o consumidor de baixa renda continua pagando a conta da improvisação.
O post Taxa das Blusinhas: Alckmin diz “sim” ao imposto que Lula considerou “desnecessário” apareceu primeiro em Poder Nacional.