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Joesley nos bastidores da Casa Branca: o lobby que fala mais alto que a política

Contratos de advocacia e ações de lobby nos Estados Unidos teriam criado canais de influência entre Donald Trump e Joesley Batista, num contexto que inclui retirada de sanções e interesses comerciais binacionais

A articulação política e jurídica entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o empresário brasileiro Joesley Batista tem atraído atenção nas últimas semanas, sobretudo após decisões executivas de Trump que beneficiaram interesses ligados ao bilionário. Nos bastidores, conexões envolvendo grandes bancas de advocacia e grupos de lobby são apontadas como fatores que fortaleceram esse relacionamento.

Segundo apuração, o grupo empresarial brasileiro J&F, controlador da JBS USA, mantém desde 2017 contratos com escritórios de advocacia e profissionais jurídicos que possuem forte ligação com aliados históricos de Trump, criando uma teia de influência transnacional. Um dos principais escritórios citados é a Kasowitz Benson Torres, fundado por Marc Kasowitz, que foi advogado pessoal de Trump por mais de 15 anos e atuou em diversas frentes jurídicas relevantes para a administração republicana.

Além disso, a JBS USA trabalha com outras bancas de prestígio, como a Quinn Emanuel Urquhart & Sullivan, que representa figuras e financiadores bem próximos ao Partido Republicano. Há relatos de que advogados associados a essas bancas mantêm vínculos com figuras influentes do círculo político de Trump e que esses vínculos facilitaram articulações a favor de interesses empresariais e políticas públicas que envolvem o Brasil.

A estratégia de lobby também se estende a consultorias especializadas, como o Keys Group, voltado ao setor agrícola e com forte penetração entre autoridades e legisladores americanos. A subsidiária Pilgrim’s Pride, controlada pela JBS USA, teria inclusive realizado uma doação milionária ao comitê inaugural de Trump, reforçando laços financeiros e políticos no contexto da administração norte-americana.

Ao mesmo tempo, o governo brasileiro enfrentou resistência de Tarifaço imposto pelos EUA sobre produtos brasileiros e inclusões na lista de sanções da chamada Lei Magnitsky — medidas que chegaram a provocar reações no setor produtivo e debates nas redes sociais sobre os impactos econômicos e políticos dessas decisões.

A ligação entre advogados, lobby e decisões políticas levantou questionamentos em setores da sociedade sobre o papel de influências privadas em temas de política externa e comércio internacional, sobretudo em um momento de estreitamento de relações entre Brasil e Estados Unidos.

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