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Lucro de R$ 400 mil da choquei volta à tona junto com fake news sobre Jéssica que terminou em tragédia

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Lucro de R$ 400 mil da choquei volta à tona junto com fake news sobre Jéssica que terminou em tragédia

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Goiânia, 15 de abril de 2026 – Raphael Sousa Oliveira, criador e responsável pela influente página de fofocas Choquei, foi preso nesta quarta-feira pela Polícia Federal durante a Operação Narco Fluxo, que investiga um esquema de organização criminosa e lavagem de dinheiro com movimentação estimada em mais de R$ 1,6 bilhão. Em depoimento prestado ainda hoje em Goiânia, o influenciador afirmou que a página gera cerca de R$ 400 mil por mês de forma legal, segundo fontes ligadas à investigação.

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A operação, deflagrada pela PF, mira uma rede suspeita de usar o universo do funk e do entretenimento digital para ocultar recursos ilícitos, com envolvimento de produtores musicais, artistas e influenciadores. Raphael Sousa é apontado como um dos alvos por supostamente utilizar o alcance de sua página — que conta com mais de 27 milhões de seguidores — para “limpar” a imagem de investigados no esquema. Ele nega as acusações e se declara inocente.

O caso reacende críticas antigas ao modelo de negócio da Choquei, conhecida por publicar conteúdos sensacionalistas e, em diversas ocasiões, informações não verificadas. Um dos episódios mais graves ocorreu em dezembro de 2023, quando a página divulgou uma fake news que ligava a jovem Jéssica Vitória Canedo, de 22 anos, a um suposto relacionamento com o humorista Whindersson Nunes. Os prints eram falsos, mas foram amplamente compartilhados, gerando uma onda violenta de ataques de ódio nas redes sociais.

Jéssica, que já enfrentava depressão, sofreu assédio intenso e, dias depois, cometeu suicídio. A página Choquei chegou a admitir ter publicado a desinformação sem a devida checagem e prometeu apoio à família, mas manteve o conteúdo no ar por algum tempo e foi criticada por um comentário irônico do próprio Raphael em resposta a um apelo da vítima. Embora a Polícia Civil de Minas Gerais tenha concluído posteriormente que a própria Jéssica teria criado e enviado os prints falsos via perfis anônimos, o episódio expôs os riscos do jornalismo de fofoca sem responsabilidade: o poder de amplificação de páginas como a Choquei pode transformar mentiras em armas letais contra a integridade e a saúde mental de pessoas comuns.

Especialistas em regulação de redes sociais e familiares de vítimas de cyberbullying voltaram a questionar se o lucro alto declarado por Raphael — R$ 400 mil mensais — não vem acompanhado de um custo humano elevado. Enquanto a PF agora investiga possíveis conexões com esquemas financeiros criminosos, o histórico da Choquei levanta dúvidas sobre os limites éticos de quem transforma desinformação e exposição alheia em fonte de renda milionária.

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A defesa de Raphael Sousa Oliveira informou que ele está sendo ouvido e deve se manifestar oficialmente após ter acesso aos autos. A investigação da Operação Narco Fluxo continua em andamento, com cruzamento de dados da Receita Federal e análise das movimentações financeiras declaradas.

Este caso coloca novamente em evidência os perigos da falta de accountability em grandes perfis de entretenimento digital: quando o alcance é usado para espalhar boatos sem verificação ou para serviços questionáveis, o resultado pode ser tragédia real — como a morte de Jéssica — e, agora, suspeitas de envolvimento em crimes financeiros de grande escala.

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